REVIEW: Eu, Vampiro #1 – Amor Corrompido (2011)


  • Eu, Vampiro (“Amor Corrompido”) 
  • Escritor: Joshua Hale Fialkov
  • Desenhista: Andrea Sorrentino
  • Colorista: Marcelo Maiolo ;
  • Ano: 2011
  • Evento: Novos 52
  • Arco: Amor Corrompido
  • Publicado no Brasil em: Dark Nº 1 pela Panini

SINOPSE:
Por centenas de anos, o vampiro Andrew Bennett manteve a humanidade a salvo dos horrores do mundo sobrenatural, graças a uma trégua que ele fez com sua ex-amante Mary, a Rainha do Sangue. Mas agora essa trégua chegou a um fim sangrento e Andrew deve fazer tudo ao seu alcance para impedir que Mary e suas forças das trevas entrem em uma matança – e ela planeja começar com os heróis do Universo DC!

REVIEW:
Com o anúncio da DC Comics de que eles
iriam fazer uma série chamada “Eu, Vampiro” como parte do relançamento dos “Novos 52“,
fiquei certamente intrigado, pois a mistura deles no mundo dos
super-heróis poderia oferecer algo realmente interessante. Eles certamente
não são desconhecidos no mundo dos quadrinhos tradicionais de
super-heróis, mas, colocando-os nas sombras aqui e depois
trazendo-os lentamente para a frente, você pode ver facilmente o
potencial de um evento ou algo significativo acontecendo no caminho
para amarrá-lo firmemente ao universo principal da DC.
Andrew Bennett e Mary, Rainha do Sangue, são personagens que originalmente apareceram
pela primeira vez em 1979 em “House of Mystery # 290“, mas não posso
dizer que estou realmente familiarizado com eles. A interação entre
eles é lindamente retratada e você realmente percebe o que eles
significam um para o outro, juntamente com o dilema que eles não
enfrentam.
O personagem
principal, Andrew Bennett, conversa com Mary, a quem ele se
transformou em vampiro séculos atrás e que está cansado de viver
nas sombras. Andrew não quer matar humanos, e na verdade passa seu
tempo caçando outros vampiros. Nessa primeira edição é estabelecido que Andrew não pode
cometer suicídio, então suponhamos que ele queira expiar seus crimes
matando outros vampiros em vez de se matar. O quadrinho vai e volta entre
a missão de Andrew e sua conversa com Mary, terminando com Andrew
percebendo que Mary leva muito a sério em sair da escuridão e assumir o
controle.
Fialkov mostra Andrew vagando pelo que parece ser um deserto urbano,
encontrando pilhas de corpos – infelizmente, não está claro se
esses são vampiros que ele já matou ou vítimas dos vampiros. Ele
percebe que foi levado a uma armadilha e, no final da edição, temos um
vislumbre dos habitantes reais desta cidade, enquanto os vampiros
atacam um vagão do metrô. Fialkov também tem Andrew e Mary
envolvidos em um debate filosófico sobre os méritos de ser
vampiros. Fialkov, no entanto, estabelece a premissa básica e
estabelece o conflito de Andrew e Mary para o futuro próximo.
Essa é uma história em quadrinhos muito sombria, desenhado pela arte de Andrea Sorrentino e a arte de Sorrentino é boa e ruim. Ele
faz coisas interessantes com o cenário junto com que Mailo faz nas cores, quando Andrew e Mary conversam
(Maiolo pinta em azul frio) e quando Andrew está andando
pela cidade (Maiolo pinta em um marrom sombrio). Sorrentino evoca um
terreno baldio urbano sem nos sobrecarregar de imagens, o que é um
bom truque. O problema é que as cenas finais, quando Andrew foge da
horda de vampiros, perdem algum impacto, porque as sombras dominam o
trabalho e Sorrentino escolhe mostrar tudo de uma visão ampla, o que
diminui o horror que Andrew sente. 
O maior problema com a arte é que não fica claro em um momento em questão na edição que apresenta uma personagem feminina e você pensa que é a Mary, até a
escrita de Fialkov mostrar que não era, a arte de fazer
parecer que são iguais, me incomodou um pouco, pois fiquei imaginando quem era a mulher, porque sabia no meu
estômago que não era Mary, pareciam que eram as
mesmas devidos aos flashbacks, acho que isso seria o único ponto negativo na arte e nessa edição.
Os vampiros têm um caminho difícil de
lidar hoje em dia por causa da lembrança do filme “Crepúsculo” e isso pode tornar o quadrinho um pouco mais difícil de lidar, mas esse pode ser uma série que estabelece bases sólidas e bases para eventos futuros. Estou
cautelosamente otimista com isso, mas serão necessários algumas
edições para ter certeza.
Esta não é uma simples história de
vampiro. Há muito aqui para digerir. Você se apegará a todas as palavras do
diálogo à medida que for levado pela história. Novos leitores
podem vir, pois não há grandes laços com histórias passadas.
Você não precisa se preocupar com o resto do Universo DC em acompanhar outros títulos. Essa edição fornece tudo que é necessário em primeiro momento. Há mais do
que apenas alguns vampiros correndo por aí. Será interessante ver
como isso vai ocorrer no resto do Universo DC.
Fialkov dá uma visão interessante de
como isso se encaixa no Universo DC. Na verdade, é bastante
inteligente e faz muito para que isso pareça certo para a nova
continuidade. A ascensão dos super-heróis perturbou a ordem com que
os vampiros estavam satisfeitos, e isso os leva a se esconder. Sua
posição na cadeia alimentar está em risco. Eu realmente gosto de
como esse conflito de vampiros foi inteligentemente colocado no
contexto do Universo DC.
Por fim, este é um quadrinho de terror estrelado por vampiros, mas acontece no mundo dos super-heróis. Andrew e Mary reconhecem esse fato. Então, em algum momento, Fialkov terá que explicar por que super-heróis como o Lanterna Verde, Superman e outros não sabem sobre eles, ou porque não fizeram nada até agora. Se Fialkov ignorar, sempre estará lá esse detalhe, infelizmente, pois uma cidade inteira se transformou em vampiros e não qualquer cidade, mas sim Boston. Então teremos que esperar o que pode vir pela frente.
De qualquer forma, esta é uma sólida história de horror de Fialkov. Embora eu não ame a arte de Sorrentino, não é ruim e se encaixa bem na história. Estou torcendo por essa série promissora.
Se você está procurando algo um pouco
diferente nos Novos 52, esta série vale a pena conferir.
E uma curiosidade à uma aparição especial da garota de Ponto de Ignição conhecida como Pandora, na página 11, no painel superior, perto de uma árvore, observando Andrew e Mary.
Se você gostou de nossa resenha ou têm uma ideia diferente sobre essa primeira edição, deixe nos comentários o que você achou.
CLASSIFICAÇÃO: 4/5 – ★ ★ ★ ★  ☆





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